PEDRA FILOSOFAL

"Em vez de pensar que cada dia que passa é menos um dia na sua vida, pense que foi mais um dia vivido." (Gustavo Bastos)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A DESONRA DE UM SONHO PERDIDO

Poderá o sonho um dia ser livre?
Poderá a nuvem seguir o seu rumo?

Peçamos licença, senhores,
peçamos licença.
Mas não com educação,
e sim com vigor!

Peçamos licença,
mendiguemos
beneplácitos!

Sejamos firmes frente ao nada.
E de nada adiantará!
Permaneceremos endividados,
rotos e humilhados.
Perderemos todo o ouro da poesia
ao tempo das indefinições.
Permaneceremos com a dúvida
tão cruel como a morte.

E um dia dirão que ali
sempre esteve o poeta,
quão lúcida era a sua visão
e os seus versos.
Mas poderá ser tarde,
poderá ser em vão.

Peçamos licença, mas não,
não haverá beneplácitos,
seremos para sempre mentecaptos.

25/02/12 A Lírica do Caos
(Gustavo Bastos)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CATATONIA

Dançam meus olhos
pelos olhares,
nunca estão sós,
estão comigo,
estão olhando,
mas nunca vêem.

Se olham demais,
é por que são
curiosos,
se um dia se perdem,
é por que
se afobam,
se não são cegos,
também não são
oniscientes.

Doce, meu amor, cedo
estará a linda manhã.
E amanhã não será nunca
senão o incerto,
pois o certo é o que
os meus olhos são,
pois cego é o desamor.

22/02/2012 A Lírica do Caos
(Gustavo Bastos)

STARVATION

Morre-se sim, de falta de amor.
Os queridos corações aos pulos
vão aos poucos por aí.
Numa cidade perfeita não haveria
tempo para esquecer
dos que não praguejam.

Eu li uma carta de um antepassado
e não sei se um dia
eu estava lá,
e no futuro estará
meu corpo um dia.

Vi a alma decantada em canções
de um sândalo de capricórnio,
prometi que nunca sumiria
de um gesto de compaixão.

Sou a vinha no régio calor
das saudades.
Sou a verdade do filho que
não nasceu,
sou semente esperando
sol e chuva,
vim de outras galáxias
para ver o caos e a fome,

nos dias que se passaram
um desses espíritos sombrios
derreteu aos olhos do céu,
a morte não se vingou ainda.

Quando acordei de meu sonho
ao meio-dia
vi que na cruz
uma selva de gritos
não virou-se contra
os meus erros,

Na silente dor dos odores,
quantas mágoas eu colhi?
Quantos sentidos?
Quantos amores?
Quantas ausências?

Vai o pendor do pecador
pela sala vazia,
pelos olhos vazios,
pelo coração oprimido.

Venha logo, sublime poesia!
Me faça sorrir outra vez
do que me escapa,
me faça chorar de alegria
na hora em que for
abençoado.

Outra vez o caminho se abrirá
na ternura do verso
que aqui derrama
como água de banhar,
a vida é o mistério
da vida.

22/02/2012 A Lírica do Caos
(Gustavo Bastos)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O TRONO DE SATÃ

Deveras cobre de mistério
o Senhor deste mundo,
ó meu doce Satã!

Sete quedas brindaram
os sete céus
nos degraus
do infinito
em que se fere a luz.

Este livro abismo de um medo,
sagrado coração sangra em brado
ao inferno, cedo grassam
numa catacumba os ritos
em que se ouvem
mensagens subliminares.

Nasce o ódio, destruição
dos anjos caídos tocam
na morte do céu o signo
e a danação do temor
de suas potestades.

Hoje com Moloque, depor o poder
depois com o bezerro de ouro,
no fim os degredados,
todos no Apocalipse de João,
se farão curas, milagres e prodígios,
e a Terra se queimará o carpe diem
de seus falsos profetas,
se és, se és, se és,
o norte de Satã!

19/02/2012 A Lírica do Caos
(Gustavo Bastos)

A MEDIDA DA FACA

É ferro, é fogo, é ferida.
É dia, é noite, é partida.

Coisas do além e do aquém
que não fazem mal a ninguém.
Pausa para o almoço
e depois a correria
para se enforcar
na tarde.

Um abismo, um solilóquio,
uma paisagem.

Um sentimento sem dó
e nem piedade,
uma saudade.

Um caco de vidro,
um pé e uma mão,
debaixo dos lençóis
o frio.

Um dito pelo não dito,
coisas afins,
consensos,
dissensos,
verborragia
de letras
desentendidas.

A dor.

19/02/2012 (00:45) A Lírica do Caos
(Gustavo Bastos)

AMOR OU SAUDADE

Atrás do muro de saudade
encontro alguéns ninguéns
talvez cem talvez mil
mas não fica um

Donde se esconde
o coração
ele leva
se eleva
não encontra
desencontra
chora e ri

Não sei quantas
não sei todas
nenhuma

Moça meretriz
corpo vazio
da composição

Não morri
não venci
não perdi
não achei
não vi
fiquei sem
sem sentido
nu e vadio

19/02/2012 (00:38) Poemas de Amor e Outros Verões
(Gustavo Bastos)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

http://www.4shared.com/office/dRA5pdhJ/Corao_Maldito.html? Link novo para download do meu livro de poesia Coração Maldito em arquivo pdf, pois o megaupload se foi, Enjoy fellas! Abraços.