PEDRA FILOSOFAL

"Em vez de pensar que cada dia que passa é menos um dia na sua vida, pense que foi mais um dia vivido." (Gustavo Bastos)

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TEXTO DO CERIMONIAL DO CASAMENTO DE JÉSSICA E MARCELO

  J e M, Jéssica e Marcelo, pode ser de juventude e mocidade, ou juntos e muitos, Marcelo que nasceu com o M de música, de músico, baixista, desenhista também, Jéssica com seu J que junta a tribo, daquelas que frequentavam os shows do Noção de Nada, e lá em São Paulo, cidade amante da música e do rock, olhou e ouviu  a música de Marcelo, de sua banda, ela que vem de lá, Marcelo que vem de cá, São Paulo e Rio de Janeiro, oh yeah, J de junção com o M da música, Jéssica e Marcelo juntos, por obra da música, o baixo sedutor do meu primo Malni.
   O Noção de Nada não existe mais, temos os discos e as músicas, hoje o tempo anda, mas Marcelo e Jéssica estão juntos mais que na música, estão na vida, e hoje é o selo maior desta junção, desta união, em que dois corações vão tocar a mesma música, e que é música de amor, romântica, de casamento, coisa que a vida lhes dá agora, e que os dois ganham porque querem, e então são, juntos, mais que dois, serão eles e nós todos aqui, seus amigos e familiares, vibrando boas energias para este momento de paixão, amor, fraternidade, de laços sagrados, do momento principal no que diz respeito à Marcelo Cunha e Jéssica Torres.
   A música foi a semente, no meio do show do Noção de Nada, coisa de roqueiro. Mas, no rock também tem amor, e este amor foi em frente. E tudo isso, levar o som da música para dentro do coração, nos salva; e Marcelo e Jéssica, hoje, estão no amor, na plenitude, união do coração, e agora o som do coração dos dois é um só, uma música de amor. Marcelo com seu baixo monstro, Jéssica com seus poemas originais, e toda esta arte junta, com os desenhos legais de uma grife própria também de Marcelo, e nossas vidas agora, aqui, em volta, vendo duas vidas na mesma sintonia. Viva o rock, viva a história do Noção de Nada, banda que deu vida à história de Jéssica e Marcelo que hoje ganham seus votos de fé e de amor.

Gustavo Bastos, para o casamento de Jéssica Torres e Marcelo Cunha.

(texto feito em 28/11/14 para o casamento de 29/11/2014)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

CRÍTICA AO HOMEM-PROPAGANDA

"A vida foi feita para dar certo. Não temos que colher erros que não nos pertencem."

   Aparece em todas as mídias, cria-se um duplo imaginário e se crê se quiser. Ele é o homem-propaganda, domina cada fatia de mercado e está só e desamparado, tem tudo e não vê nada, tá em todas mas não aparece em lugar nenhum, tem um tantão de comerciais de carro mas não vende seus livros. Conquistou o mundo de maneira abstrata mas no concreto não tem direito a nada.
   O homem-propaganda está cansado, seu duplo midiático desfila por aí, é um sucesso absoluto, tá no topo do mundo, mas, na real mesmo, à vera, tá comendo o pão que o diabo amassou, o homem-propaganda é um paradoxo, sua vida se tornou um paradoxo, sua angústia pela verdade é infinita, seu duplo, repito, é um sucesso absoluto, mas ele não tem acesso às benesses deste seu duplo imaginário e seu mundo ilusório de big brother e celebridade, ele é e não é uma celebridade, no concreto está perdido, no abstrato, com o seu duplo, tem o aval de todas as marcas possíveis e imagináveis, redes de TV, outdoors, até provocou uma tentativa de assassinato, vítima do próprio sucesso, foi assombroso, mas ele, longe deste seu duplo que é um fenômeno, na real, no duro, não está com nada, não tem absolutamente nada, lutou pela verdade e só foi chamado de louco, humilhado e ofendido, desceu ao inferno da loucura, quase se suicidou pelo sucesso que lhe corroeu a paz de espírito, o homem-propaganda hoje é um paranoide, sabe que está sendo observado, mas está impotente de mãos atadas frente a tanta mentira, o seu duplo imaginário se deu bem, é um sucesso de marketing, seu duplo é o inalcançável, no concreto, longe desse seu duplo, no duro, ele está pedindo arrego, já lavou as mãos, não sabe o significado do sucesso concreto, não tem reconhecimento no que faz, continua na batalha, mas a luta se tornou inglória, seu duplo colhe todas as glórias, sua vida é explorada por vampiros midiáticos, a indústria da propaganda tudo tomou, o seu duplo está reificado num patamar inexistente, ele não se reconhece mais neste seu duplo que corre por aí com carros de última geração.
   O homem-propaganda foi traído e alvejado por todos os lados possíveis e imagináveis, fizeram troça, jogaram merda nele, tiraram seu sangue, sugaram todas as suas ideias, até as mais banais. Seu duplo está reificado, e ele, no concreto, no duro, está imobilizado, está num xadrez cada vez mais complicado, está num mundo kafkiano, e sua vida agora está ficando mais difícil e dolorosa, tá que nem Esperando Godot, Beckettiano até as tripas, o teatro do absurdo pode ser fatal, enquanto isso quem sabota vai rezar na igreja, como se nada estivesse acontecendo, outros acham tudo muito normal e engraçado, o homem-propaganda está nu, ele quer se matar, mas precisa produzir, produzir virou sua palavra obcecada, seu duplo está no topo do mundo, no concreto, no duro, o homem-propaganda está nu e esperando Godot, espera e quase desiste, se desespera, tenta morrer, se corta todo, quer morrer, o homem-propaganda quer morrer, o sucesso só é realizado através do suicídio, o reconhecimento só vem com o suicídio, o homem-propaganda deu seu último voto de confiança para toda esta farsa, o homem-propaganda não reconhece mais o seu duplo que está na mídia, senhor de todas as marcas e grifes, o homem-propaganda não sabe mais de nada, não tem direito nem à verdade, foi sacaneado sempre, nada parece que vai mudar, ele morre estando vivo, já está mortalmente ferido por dentro, tem que lutar, mas a luta é inglória, o homem-propaganda quer morrer, começa a tomar raiva deste seu duplo que faz tanto sucesso, ele não se reconhece  mais ali, pois na verdade nunca fez parte daquilo, ele na verdade não tem reconhecimento, sua vida é um completo absurdo, não tem mais nada, ele toma ódio e asco, cada vez mais, parece que ninguém tá vendo isso, o homem-propaganda diz que este duplo vai acabar lhe matando, o teatro do absurdo espera Godot, mas até quando?

10/06/2013 Pensamentos Livres
(Gustavo Bastos)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

DA POSSESSÃO

"Vejam como o fogo se levanta! Queimo como deve. Vá, demônio!"
(Do poema Noite no Inferno, do livro Uma Temporada no Inferno, Rimbaud, Arthur)

   Este eflúvio ou sangue que explode é a loucura, plena e sarcástica. Como se dá a plenitude? Ilusão demoníaca ou a mais pura graça divina em seu êxtase e esplendor? A psiquiatria tem uma resposta pronta e cientificizada, os espiritualistas divergem quanto à origem da possessão. O remédio amargo da luta espiritual é interrompida por uma brutal injeção, o ser é contido, alvejado, paralisado, amordaçado, Alice acorrentada se chama em todas as letras antes das tesouras libertadoras que lhe retiram da cama da morte, ele viu a morte, viu a face de Cristo pela madrugada doentia. O exorcismo foi feito, sem as agruras mistificadoras de Anneliese Michel.
   Se chamou Exú na encruzilhada, despencou da virtude com a voz trevosa, se colocou às alturas na entrada do hospício, regurgitou em todas as esquinas em sua corrida louca pelo trabalho, a luta pelo salário que lhe meteu a loucura em todas as ruas, a rua da estrela, mortal como a queda de sete anjos desfigurados.
   Se chamou Rimbaud, viu a África como uma miragem numa viagem de trem movida à ópio, fez a regressão, se fez chinês, se fez francês numa guerra brutal e viu Guilhotin morrer de febre.
   Igual Joana D`Arc! A voz espiritual lhe empestiou o cadafalso. Viu o Apocalipse, verteu a fórmula, dançou como Cristo, aniquilou a festa com Che na cara inchada. Surto psicótico delirante. Sintomas do espectro esquizofrênico. Bipolaridade. Sintoma do tempo. Sintoma de época. Cerne inenarrável da poesia. Esteve enfermo num sono de Morfeu. Amou o sono com a sonoridade psicodélica da paz dos paraísos artificiais. Lia Baudelaire, e explodiu com Rimbaud ao estridente trompete de Miles Davis em Bitches Brew ... Um soco!
   Voltou vivo! O esplendor se levantou de novo numa simples pescaria, pescou o sono na luz divina. Sorriu, vivo.
   Hipnose. Conversas literárias. A Filosofia se condensava em sua cabeça, não tinha tempo a perder. Vingou-se sem fazer nenhum gesto. O silêncio tonitruante de Deus ou seja lá o que for se manifestou e queimou a inveja mais anódina da História.
   Quadro de humor irritado, afeto aplainado, interpretações delirantes e símbolos, eis o simbolista fracassado, eis o Parnaso retumbando palavras, teve que beber outros, sair do ciclo dos antiquários, beber poesia moderna, fazer do som Neruda embriagado de Lorca, fazer peste e amor, encontrou o amor.
   A possessão é: psicologia interpreta o louco, a Igreja "cura", no terreiro só tem possessos, veja um psiquiatra numa sessão de Umbanda, veja os loucos numa sessão de tortura. Veja a tortura da mentira. Não, não veja nada, já viram demais, a visão do visionário pode derreter a própria cabeça, não ouse resgatar do inconsciente perigos jamais vistos, fantasmas do Espiritismo, leia apenas, seja pensador, jamais feiticeiro ou prestidigitador, louco apenas de prosa, é mais seguro do que ser possesso, mais "clean". O espírito da letra leva ao Espírito, este é o caminho.
   Ocultismo. Das visões egípcias guarde apenas o que viu, da meditação apazigue a teoria, rejuvenesça em cada campo de saber, vivifique seu bom, não seu mau. O demônio só entra em portas escancaradas, a mente segura é a mente da atenção, a mente segura é a mente prevenida, até ao amor seja prudente, sobretudo no amor.
   Tese materialista sobre um possesso: Delírio de grandeza. Síndrome do grande gênio. Van Gogh. O inferno de Rimbaud, de novo? Três vezes, é mais do que o suficiente para saber de todos os segredos místicos dos nervos, é o bastante para a pena inspirada, terá que retumbar por toda a vida, até a eternidade!
   Tese materialista sobre a possessão: Vítimas de mistificação, autossugestão, hipnose, Charcot, Wundt explicam. Viés reencarnacionista é rechaçado pelas evidências científicas, o Pensamento ainda é cartesiano. O fogo atômico-quântico é inexplicável e inaplicável para entender o "Homem". O ser integral é quântico, o pensamento lógico é necessário, a distinção cartesiana não é um artifício, é o método psiquiátrico, não adianta contestar, senão terá que fugir e pular muralhas, o canalha de si mesmo é a contestação, todo possuído é um contestador, todo possuído é um anarquista, todo possuído é um ente perturbador das leis, até das leis físicas, ele levita como uma pena como troça fundante do espanto. Exú foi expulso da rede inextricável da Psiquiatria, é certo, eu acho certo, errado é ser legião onde o melhor é ser indivíduo.
   Minha tese espírita é cética e agnóstica, eu falo de ideias, de conclusões lógicas, à parte mediunidade, comprova-se muito destas verdades. O conluio com os duendes que é a parte da farsa, o lamaísmo tibetano nos orienta muito bem sobre estas coisas, parcimônia, afinal os magos negros estão por aí, orai e vigiai. A correção budista: despertai tu que dormes. O ascetismo, no entanto, é um engodo. A compaixão é seu acerto, pensamento e ação corretos. E a chave da sabedoria: o caminho do meio.
   Tese espírita sobre a possessão: primeiro a obsessão simples, depois a fascinação, e por último a subjugação. Também é verdade. Mas a química é mais verdadeira ainda! As moléculas são a salvação da alma, cuide da sua alma medicando o seu corpo, o cérebro é destruído na fascinação, não tem volta, as medicações cortam o canal comunicador, a sensatez e a serenidade viram a nova obsessão. Não tem pajelança, é química para os doentes, com civilidade, sem isolar do campo humano, sem ser a velha fábrica de monstros. Tenho que ler Basaglia e Foucalt, como num contraponto, tenho que estudar como tudo funciona, neurociência, a cura não tem, mas estudo tem, e disciplina. O possesso é o doente imaginário de Moliére, a imaginação só serve bem à arte, em mais lugar nenhum! Júlio Verne nos dá a chave deste caminho.
   A subjugação é foda. A pessoa escreve em todos os lugares, até em paredes, é uma rede, é uma teia, o esperto percebe esse assédio, mas o neófito cai, e pode morrer se não tomar conta de si, o cuidado de si é a sabedoria primeira, a compaixão (o cuidado do outro) é o objetivo final da vida, mas ponha-se de si a ordem que encontrou, só depois pense nos outros. A ordem de si irradiará ao mundo, e sua missão será cumprida, a tese da possessão: as duas estão corretas. Olho vivo!

Gustavo Bastos (Pensamentos Livres, em 22/05/2013)
 
 
 
 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

ESTADO-BABÁ, POLITICAMENTE CORRETO E OUTROS BICHOS


“Querem tesourar o meu direito de fumar.” (Ratos de Porão)

   Os tempos de hoje “o contemporâneo” são bem complexos, mas o mundo sempre foi complexo, tudo é contraditório, doloroso, amável e talvez nada seja tão fácil de entender. As regras sempre existiram desde que o mundo é mundo, isto é, desde que se iniciou o chamado processo “civilizatório” (?). Interroga-se então: de onde viemos, quem somos e para onde vamos. (?)
   A moda que temos hoje, então, num surto de processo civilizatório da civilização para torná-la enfim civilizada (?) a palavra de ordem: O Estado-babá. Mas quem somos nós cidadãos para questionar? Não temos a autonomia moral? ou a lei moral? Ou as regras de etiqueta da conduta nos condena aos ditames e regras postas de fora dentro de nós? A moral e a liberdade, estão aí duas palavras complexas. Mas a tese do Estado-babá não é tanto moral, é mais cura de nossa autonomia crônica, regras de comportamento para coibir o nosso ímpeto autodestrutivo, a nossa vida não nos pertence, somos cidadãos da pólis, e a pólis hoje como Estado legisla, mas cabe a pergunta: Legisla a nosso favor? Legisla para quem? Para quê? Não podemos fumar em locais de convívio fechado, OK. Mas, não seria afronta fotos de bebês mortos ou de corações infartados na embalagem de cigarros? Correto é dizer que é questão de saúde pública, de que isto acarreta em prejuízos ao erário público etc. Se for assim, concordo também em proibirem a propaganda massiva de bebidas alcoólicas na TV, isso eu gostaria muito de ver, o fim das propagandas de cervejaria na TV, o fim destas propagandas que cada vez mais desafiam a “inteligência” do espectador. (no sentido negativo, por óbvio).
   Mas o que custa neste conceito de Estado-babá é o exagero, a interferência minimalista que tem a pretensão de conter e coordenar todos os gestos, numa febre de regras que vão ao infinitesimal, numa nova engenharia para corrigir a nossa irresponsabilidade. Tudo bem lei seca, tudo bem. Não queremos mais assassinos aos volantes. Mas, pelas vias do exagero daqui a um tempo terão agentes com tesouras pelas ruas para cortar nossos cigarros enquanto fumamos porque somos idiotas que não sabem que isto faz mal à saúde. (Você fumante, já reparou que nos últimos tempos não se pode acender e fumar um cigarro em paz que sempre aparece um imbecil dizendo: “Para com isso, faz mal, dá câncer etc, etc. ?) Porra, dá dó de ver. Parece que somos crianças que não têm consciência do perigo, mas a este imbecil que aparece sempre que acabamos de acender um cigarro, dá vontade de dar uma baforada de Derby vermelho na cara dessas figuras. Quem sabe assim eles param de encher o nosso saco. Tá ficando que nem fumar maconha, temos que fazer planos mirabolantes, engenharias complexas, táticas de guerra, barricadas etc., só para dar umas tragadinhas em paz!
   Uma outra faceta do “contemporâneo” é o “politicamente correto”. Esta é uma outra face da moeda do mesmo ímpeto que move o Estado-babá. Claro que a ofensa preconceituosa que vemos hoje em alguns shows de comédia é algo que deve ser sempre questionado, se há racismo ou homofobia devemos colocar algumas sanções sim. Mas não podemos usar a palavra “viado” porque sempre vem alguém nos acusar de homofóbicos, mais uma vez temos que mediar o exagero de ambos os lados. Nem tanto às ofensas agressivas dos shows de comédia atuais (vide os shows denominados de “proibidão”) mas nem tanto também, de outro lado, a patrulha do politicamente correto que quer até controlar a linguagem na sua expressão. Pois aí ficamos com receio de estarmos sendo preconceituosos ao usar expressões lato sensu como bichinha etc. O Costinha, humorista já falecido, poderia hoje estar sendo processado por suas piadas sobre elas, as bichinhas? Podemos usar a palavra negro como usamos a palavra branco? Podemos falar sem nos policiarmos tanto? O que deve ser levado em conta é se estamos sendo agressivos ou apenas retratando questões do certo e do errado. Temos sim que conter o exagero desses shows de comédia (os standup comedy, vejam no youtube o Roberto Justus, descendente de judeus, detonando o Danilo Gentili por ele ter feito uma piada ofensiva sobre judeus no caso do metrô de SP em que ele lembrou dos trens que levavam os judeus para a solução final nazista). E, de outro lado, evitar o patrulhamento todas as vezes que usamos palavras caricatas que não têm a ofensa como motor. Nem o politicamente correto como legislação suprema e nem a anarquia agressiva e desmedida dos stand-ups proibidões. O meio, sim, o caminho do meio, nada mais.
   E agora, para terminar esta minha lenga-lenga de pseudo-filosofia, e as mulheres frutas, hein? É a era do centauro. Prefiro as mulheres femininas, delicadas, “não-turbinadas”, já temos uma fauna e flora hortifruti-granjeira, mulheres galinha, garanhões que se julgam máquinas de sexo, jaca-mole, melancia, morango, etc. Temos uma estética industrial, as mulheres-bomba são o novo padrão que vão dar fim às mulheres femininas e teremos no futuro mulheres com pele de silicone, e homens-bomba numa “onda” que eu acho muito estranha, bicho. As fêmeas serão extintas e teremos máquinas de seios fartos e nádegas esfregando na nossa cara a indústria do sexo, a pornografia, a masturbação movendo a economia das vaidades ocas de um tempo vazio de homens e mulheres normais, de homens gentis e de mulheres femininas, teremos cada vez mais aquelas cenas patéticas de boates com homens fortões puxando siliconadas pelo cabelo como se tivéssemos regredido às eras em que vivíamos em cavernas, só falta agora o tacape para estes machões, e viva a fartura artificial da geleia geral!

13/06/2012 Pensamentos Livres

sábado, 17 de setembro de 2011

CARTA DO POETA INSATISFEITO

"sejamos os novos musicistas do que se anuncia como o futuro da arte"

 Vivemos num tempo medíocre, todos falam do cotidiano, tudo é cotidiano, essa verve da stand-up comedy me dá náuseas. Poesia que fala da eternidade e que abusa de metáfora e simbolismo é logo tachada de anacrônica, eles não querem mais poetas que escrevem com o próprio sangue, tal como diria Nietzsche dos poetas trágicos da Grécia arcaica, os poetas hoje devem ser humildes, sim, humildes! Eles dizem: “Quem sou eu para dizer que sou poeta! Seria muita pretensão da minha parte!” . Eles querem o modelo cotidiano da hipocrisia da auto-pequenez, os grandiosos morrem de fome, as editoras estão atrás de um futuro inexistente, a influência das coisas comezinhas é o auge do que se faz de poesia hoje em dia, e tem um tanto que só sabem usar das rimas chatas e previsíveis, numa lírica piegas e brega que ousam chamar de poesia, e sonham em publicar seus versos apoucados na pretensão da humildade do “quem sou eu para qualquer coisa!” . Ó sonhadores, com suas naus furadas num mar revolto de paixão, ó sonhadores das máquinas de Gutemberg!
   O que é aplaudido hoje é o chamado reino da mediocridade, o puro discurso se sobrepõe à metáfora, os símbolos são renegados como História e não como plenitude, ó medíocres, sonham tão pouco, sonham errado! Os sonhadores verdadeiros têm mania de grandeza, a grandeza que está bem retratada no Ecce Homo, todas as naus furadas afundarão no mar do esquecimento, todas estas navegações sobre o pouco que resta de original, tem muitos que escrevem igual, são escravos do igual, são apologistas do igual, e o diferente que se anuncia na tormenta vem de milênios de História, sim, pois queremos a História, escrevemos por ela e por causa dela, mesmo que muitos obtusos confundam as coisas e entendam que tudo isto que nos cabe é Metafísica! Ora, onde estão os novos Rimbauds? Ora veja só, um novo Rimbaud hoje passaria despercebido, como o próprio passou despercebido, precisamos de novos bibliófilos? Sim, precisamos!
   Tal poesia do futuro eu antevejo como o contrário de hoje, poesia bem cantada, não poesia comezinha, da falsa virtude do comezinho, da falsa humildade do cotidiano, se queres falar de coisas cotidianas, sejam cronistas, não poetas! A sedução harmônica que muitos dizem anacrônica é o salto necessário para saírmos desta contemporaneidade fajuta do reino da mediocridade! Ó sonhadores, sonhem do jeito certo uma vez na vida! Sejam detentores do prazer, hedonistas musicais, façam de suas saturnais a fonte de que emana a vida, e não apenas façam um pastiche ou coletâneas de esquetes imitando o humor idiota de americanos!
   Podemos ser livres no que fazemos, e que as editoras acordem para a poesia do futuro, a verdadeira poesia do futuro, que não é nada mais que uma reflexão da tradição reaproveitada em novos sentidos, voltemos à poesia sensorial, não esqueçamos de que ela não é Metafísica, no sentido estrito, venhamos dar boas vindas ao sentido lato da vida, que a eternidade não seja trocada por uma simples natureza morta que ousam chamar poesia, sejamos vivos como viva é a inspiração, sejamos espertos e não sejamos mesquinhos, poetas devem viver o que dizem, poesia é vida antes de ser palavra ou verso, poesia é o fundamento de tudo, e façamos música e não rimas sem gosto, sejamos os novos musicistas do que se anuncia como o futuro da arte, nada de sobriedade que fala do armário ou de objetos irrelevantes, voltemos à vida, pois ela é mais do que isto!

17/09/2011 Pensamentos Livres
(Gustavo Bastos)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SOBRE FAMA, REALITY SHOWS E GINCANAS TELEVISIVAS


A fama é algo que sempre foi almejado por muitas pessoas, desde tempos remotos, mas eram outros os meios de evidência na Antiguidade por exemplo, tal como o guerreiro Aquiles no mito grego ou Alexandre, O Grande como figura histórica, isso sem falar nos governantes e imperadores, que tinham seus nomes ecoados nas cercanias de seus domínios e que impunham respeito, medo e admiração. Só que tem uma coisa, este tipo de fama mitológica ou histórica não é o mesmo tipo de fama do mundo contemporâneo, às vezes se quer entrar para a História de algum modo, mas isto não implica em ser uma celebridade, pelo menos no sentido promovido pela publicidade das revistas de famosos ou pela produção automática de celebridades efêmeras dos reality shows.

Falando, então, do mundo contemporâneo, e deixando de lado uma possível diacronia histórica do fenômeno fama, vivemos agora num momento em que tal condição nunca foi tão desejada, e agora, temos um veículo formidável para pessoas comuns que querem aparecer nos holofotes da mídia, que são os reality shows que chamam pessoas anônimas ou pseudo-celebridades para participarem do empreendimento. Uma vez que, diga-se de passagem, as pessoas anônimas podem se tornar famosas por um tempo pequeno ou por um tempo grande, dentre uma grande maioria que é esquecida assim que acaba o programa de televisão, pois a indústria do entretenimento vai buscar novas criaturas para os seus reality shows, a rotatividade desses tipos de programas é muito alta, portanto, mostre o seu talento em pouco tempo ou será eliminado da fatura pela população que quer ver o circo pegar fogo.

O que acontece então é que, no caso da fama angariada via reality shows, esta é a fama a mais efêmera possível, sendo que poucos são os que saem destes programas para uma carreira televisiva de evidência, sendo que o resto se torna um conjunto opaco de sub ou pseudo-celebridades, e a desilusão de muitos leva a uma busca desesperada por mais um segundo que for de sua imagem dentro da TV. Pois é fácil perceber o desespero por fama de muitas pessoas dando uma conferida nos vídeos enviados e logicamente não escolhidos que mandam para o Boninho do Big Brother Brasil, é um show de horrores! Nunca se teve tanta gente famosa com tão pouco merecimento ou talento na História, ao mesmo tempo, e também, nunca se teve tanta gente querendo ser famosa. A pergunta que eu faço é: Para quê? Dinheiro? Exibicionismo? Ou há algo mais? Será que há algo mais nessa história toda? Realmente a fama vem com alguma perspectiva que não seja só a própria fama? Será o mundo das celebridades uma vitrine super-colorida, glamourosa, endinheirada, maquiada, em que se esconde o fantasma do tédio? Será que celebridade sente tédio?

Bom, outro fenômeno curioso na TV atual são as gincanas de sub-celebridades, eles se molham de água, de lama, ficam numa disputa de perguntas previsíveis ou ainda mostram seus atributos físicos. Para quê? Será que temos que dar crédito a seres tão ocos de alma e que chafurdam na lama para ganhar um carro? As gincanas televisivas são bem engraçadas, no pior sentido da palavra, mais uma vez ali identifico o mesmo desespero pela fama que está presente nos vídeos escabrosos dos candidatos à Big Brother, tais vídeos são a grande maioria dos vídeos enviados, diga-se de passagem. Por exemplo, tem gente que acha que o Big Brother Brasil deve ser um tipo de competição de dança, pois cansei de ver no programa da Multishow (o Nem Big, Nem Brother) pessoas dançando. Não é curioso? Realmente, quando vejo isso, tenho que concordar com o Ziraldo que afirma que 95% das pessoas são completamente idiotas.

Mas, agora, depois desta pequena digressão, pergunto novamente: Para quê a fama? O que o famoso fará depois? Já que não falo aqui dos que têm como ofício o trabalho na mídia e não a fama, falo dos que conseguem fama sem um ofício, e pergunto, para onde vão estes? A fama sozinha não se sustenta, pois que fique claro que ela não significa reconhecimento, que é o único mérito aceitável diante deste espetáculo grotesco de rebanhos desesperados pela fama acima do caráter ou da inteligência. Portanto, um conselho para os espertos: leiam bastante, o resto é consequência.



FAMA



Todos querem luxo aprazível

para os sentidos,

todos são sedentos de bens

incomensuráveis de riqueza.



A fome atual é a fama,

a fama sem saber de nada,

o holofote vazio da revista,

a falta de assunto

do reality show

da vida glamourosa

que acaba como um sonho.



Eu antevejo o caos na tua vida,

eu sinto o prazer da morte

em tuas entranhas,

eu vejo a inveja ao teu redor,

e você se surpreende

com o súbito terror

de todos que querem

te devorar.



25/11/2010 Gustavo Bastos

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SOBRE MENTIRA E POLÍTICA


Por que as pessoas mentem? Para quê as pessoas mentem? O que significa uma pessoa mitomaníaca? E não adianta ser hipócrita e mentir que nunca mentiu! Seria um paradoxo trágico, tal como o clássico “Epimênides, o cretense, diz que todos os cretenses são mentirosos.”

E o contrário, quando um diz só a verdade, devemos acreditar? Ora, a propaganda pode trabalhar só com a verdade e passar uma mensagem mentirosa, tal como a filosofia nazista de Goebbels da repetição de uma mentira à exaustão até que tal mentira se torne uma verdade, não é perigoso isso?

O contrário, dizer a verdade para afirmar uma mentira também tem sua eficácia e é terrível quando não sabemos realizar a distinção cartesiana de separar o verdadeiro do falso. Mais terrível ainda é quando a mentira vem sob a forma indecente da dissimulação. A dissimulação é um fingimento que tem eficácia para seus fins, ou seja, a mentira mais eficaz é aquela que vem junto com a dissimulação. Pois a dissimulação é um disfarce da hipocrisia que tem uma má intenção visando somente o benefício próprio ou um meio de evitar constrangimentos que a mentira da dissimulação oculta.

Portanto, temos dois tipos principais de mentira, a mentira do dissimulado e a mentira do mitomaníaco, a primeira com má intenção e a segunda constituindo uma patologia. Quando falo da diferença do dissimulado e do mitomaníaco, falo que o dissimulado é um psicopata e o mitomaníaco um psicótico. A diferença é que o dissimulado mente com má intenção e que o mitomaníaco mente por impulso fantasista, o dissimulado mente para obter vantagens e o mitomaníaco mente para preencher seu vazio existencial. Ou seja, a mentira do dissimulado possui uma maldade pragmática que o mitomaníaco desconhece, o mitomaníaco mente mal e o dissimulado mente bem, o mitomaníaco é ó único que acredita na própria mentira, portanto, ele não mente deliberadamente, mas de forma inocente e inconsciente, enquanto que o dissimulado mente de forma persuasiva, já que todo psicopata é inteligente e consegue ludibriar as melhores cabeças, o dissimulado é um psicopata perigoso, ao passo que o mitomaníaco é objeto de compaixão por viver iludido, o dissimulado ilude os outros, o mitomaníaco ilude a si mesmo.

Mas, voltando à pergunta inicial: Por que as pessoas mentem? Para quê as pessoas mentem? Muitos mentem para fugir da dor, outros mentem para impressionar, nem todos são, então, dissimulados ou mitomaníacos, existem muitos que mentem que não são nem uma coisa e nem outra, essas duas categorias principais de mentirosos são apenas as mais evidentes. “O buraco é mais embaixo”.

Muitos dizem: Os políticos mentem! Ora, mas o fato é que todo mundo sem exceção já mentiu, é tipo o cara falando da sua primeira vez na cama, todo homem na sua primeira vez é um furor, já viu? Enfim, mentiras e boatos, o boato é uma mentira pública. E agora? O boato é a forma política da mentira, a mentira pública do boato pulula em épocas de eleição, é o fulano pego de calças curtas, é o desmentido do direito de resposta, e quem está com a verdade? Quem é honesto nesse jogo todo? Vamos pedir piedade dessa gente careta e covarde?

O conluio da política com a mentira e com a sua forma popular do boato impera na mídia, o vermelho diz que o azul é pilantra e vice-versa, pergunta-se: A favor de quem? Para beneficiar quem? Voltando agora novamente às duas categorias: O boato é objeto da dissimulação, a mitomania não tem eficácia persuasiva, a mentira do político é a mentira do dissimulado, a política é um meio de gente digna entre alguns ou muitos psicopatas, tenham cuidado ao votar, o sistema é foda e não perdoa!



Gustavo Bastos 24/10/2010 (Pensamentos Livres)

domingo, 7 de novembro de 2010

SOBRE A ILUSÃO DE SER COERENTE

“Ser coerente é uma ilusão, as pessoas mudam o tempo todo, as opiniões são mutáveis e eu acho isso ótimo.” (Gustavo Bastos)



A ilusão de ser coerente se baseia numa premissa falsa de que isso é um tipo de dever cívico ou ético ou até teórico, isto é, no sentido teórico ou intelectual ela é demandada como uma forma de respeito à lógica, e isso nasce com o famigerado princípio da não-contradição, mas uma coisa são as teorias, conceitos e explicações do mundo racional e lógico do conhecimento e do intelecto, e outra coisa completamente diferente é a vida concreta que, quando se é analisada na sua crueza, tem um bocado de contradições, ou seja, a vida concreta é incoerente, sem lógica e perigosa.

A vida tomada concretamente, ou seja, para além da ideia que se faça dela, é uma fonte de opiniões conflitantes entre o que é certo ou errado, bom ou ruim, a moral cobra coerência na vida, mas isto é o grande engano e abismo da moral, a coerência como cumprimento do dever ou obrigações morais é uma coisa bem kantiana, por sinal, a moral liberal, de um lado, e a moral cristã, de outro, ambas pecam pela demanda de coerência, pois a coerência, no sentido estrito da moral ou no sentido lato da vida como um todo, cobra de nós uma constância no humor que é inexistente, se não formos coerentes somos confundidos logo como hipócritas, mas o problema é real, o ser humano vive da incoerência, e isso nasce da característica sumamente mutável das opiniões.

A grande vantagem da opinião em relação ao conhecimento, ou da doxa com a episteme, se preferir, é que a opinião é muito mais maleável, enquanto que o conhecimento, com sua lógica e razão, é rígido e feito para não ser questionado. Quando isso ocorre de modo contundente, poderemos estar presenciando uma revolução no sentido dado de conflito de paradigmas na ciência de que fala Thomas Kuhn, mas isto é que é crucial, isto é, a opinião muda o tempo todo e o conhecimento precisa de um questionamento revolucionário de base para mudar, portanto, nem sempre o conhecimento é melhor do que a simples opinião, exatamente pelo fato da opinião encarar a coerência de outro modo do que o modo lógico do intelecto que cobra exatidão para não ser contraditório.

A opinião muda, portanto, tem uma relação com a coerência apenas no sentido de ser uma dada opinião coerente consigo mesma até que ela mude. Quando muda, isto não pode ser tomado como fraqueza de pensamento ou como hipocrisia, mas como a virtude da mudança de opinião, que pode, muitas vezes, ser absolutamente radical, e parecer, para quem a vê de fora, como pura incoerência ou como sinal de hipocrisia, isto é, dizer que uma coisa é certa e no outro dia dizer que esta coisa está errada e ser confundido nesta hora com um hipócrita.

Deste modo, quando se cobra coerência de alguém, isto se deve à crença numa opinião, e isto não impede de tal opinião poder mudar a qualquer instante, o juízo individual é uma dádiva que devemos encarar como uma virtude humana, e tal virtude está de mãos dadas com a mudança e não com a coerência rígida que se espanta com qualquer revolução de pensamento, e isto vale tanto para a mudança de opinião como para uma revolução de paradigmas no conhecimento como um todo. Ser incoerente é sinal de vida, e só mudamos de verdade se for para melhor.



07/11/2010 Gustavo Bastos

domingo, 17 de outubro de 2010

AS DISTORÇÕES DA PERCEPÇÃO

AS DISTORÇÕES DA PERCEPÇÃO




“See me like a man, not a God.”



É tão odiável ser superestimado quanto ser subestimado. Num momento você se torna o rei do pedaço por ter feito algo tão inútil quanto um domingo sonolento, depois acontecem coisas horrorosas que te jogam no limbo novamente, e nem adianta fazer uma obra extraordinária e sonora, os ouvidos dos idiotas são moucos.

É como no caso de pessoas que só são reconhecidas tardiamente, ou que muito cedo são tomadas de glória e se perdem na egolatria e no culto da personalidade precoce e destrutiva, e quando morrem estão sozinhas e apáticas.

Não é que tudo não passa de uma distorção? Ou te veem numa lente de aumento, ou te veem no nível anônimo de um micro-organismo. Deveras irritante esses extremos da fama e do esquecimento, não existe caminho alternativo? Tal como ser reconhecido pelo que fazemos sem precisar se tornar uma celebridade, apenas uma figura “cult”? Talvez seja necessário que tenhamos que apanhar, brigar, xingar, chorar e quase morrer, e depois? Sobrevivemos, sobrevivemos, sobrevivemos .... e vivemos.

Quando se é superestimado perdemos a noção do que é adequado ou de “bom-tom” e nos tornamos afetados, tal como se fossemos um ser especial, diferente dos outros, um ser que merece uma atenção específica e de um cuidado tal que não nos dá autonomia e pode deturpar nossa autoimagem ou prejudicar a inteligência e transformar um gênio num idiota egótico, ou ainda transformar um talento promissor num chato narcisista.

Do outro lado, porém, depois da festa e do “oba-oba” vem a verdade, ninguém está nem aí para você, ninguém precisa de você, e não adianta fazer nada, as pessoas só dão atenção para entes consagrados, “e o caminho está fechado para nós, que somos jovens ...”. Ou seja, depois da idolatria precoce que gera autodestruição e uma distorção do ego numa egotrip esquizofrênica, colhemos as cinzas do que ficou, e o que ficou foi a inteligência, essa (a inteligência) sobrevive à tudo, é o único bem de que podemos usufruir e cultivar eternamente, nascer inteligente é uma dádiva divina, e as pessoas burras, me perdoem, são insuportáveis.

Então eu peço e imploro por um caminho alternativo, nem culto do ego e nem cegueira para novos talentos, esqueçamos um pouco dos “consagrados” e olhemos para quem está vindo e que estão com fome de serem ouvidos, não se façam de idiotas, palhaços e hipócritas fingindo que nada aconteceu.



“Das cinzas do que me resta, sou o navegante do eterno coração pulando entre os mares do destino que se banha no sol e que se faz de sonhos.”



PENSAMENTOS LIVRES



17/10/2010 Gustavo Bastos