Os caminhos da noite, qual a virada da vitória,
pela manhã embriagada, ao canto bêbado,
pela praia dos mares das ventanias dos sonhos.
Os colares das conchas na fina flor do sol,
que a estrela matutina brilhava como ilha,
e este arquipélago, dos pássaros albatrozes,
que a nuvem siderada transcendia,
era o poema e sua brisa.
Os cantos antigos, das frutas fluidas,
os magos que do espanto tinham o sumo,
e a doida chama, a nunca apagada paixão,
que os delírios aprontavam na luada
prazenteira, com a vinha de sol solstício,
luneta mágica, dos ouros pratas platinas,
dos ocres cevadas e borrascas,
em que os odores ali voavam,
e a sinestesia era a literária litania.
Brotam os brotos nas jardas dos jardins,
com o olhar perdido em horizontes,
o grande e vasto oceano,
o fundo verde da floresta,
com o orvalho do bosque
que do fauno cantava loas,
funda estrela que atordoa,
deste seresteta, relva suave,
dos ares os voos,
da terra a origem.
08/02/2026 Estrela Estrela
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