O manifesto democrata
abre o caminho pleno,
vem toda a gente
neste que é o
sustento da
liberdade,
eu me manifesto
poeta de várias
estações,
em cada parada,
um sorriso,
em cada gesto,
a vida pulsando.
22/08/2022 Gustavo Bastos
Este blog está destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
O manifesto democrata
abre o caminho pleno,
vem toda a gente
neste que é o
sustento da
liberdade,
eu me manifesto
poeta de várias
estações,
em cada parada,
um sorriso,
em cada gesto,
a vida pulsando.
22/08/2022 Gustavo Bastos
Dança radioativa,
e este bário
e o urânio
radônio
que mataram
os poetas
viciados,
ataca a vinha
mais vil, deste
poeta suicidado
que se jogou
dos montes,
falta a astúcia
fria da estratégia,
o poeta bebum
gira sem parar,
e depois da festa,
morre pagão.
22/08/2022 Gustavo Bastos
Cada campo se abre
em meu verde amplo,
abre o coração
e o vinho ocre
que desce
em debrum,
faz ouro
na noite
de prata,
sonha devassa
vestida para matar,
caudalosa bruma,
sem piedade
e que tonteia.
A peste passou,
o meu corpo está incólume,
e se abre esta visão,
eu estava lá,
à praia mais viva
em que se passa,
e vejo o vento que
me trouxe aqui.
22/08/2022 Gustavo Bastos
Este sol aqui eu vejo
na áurea altura
do som que
estala
vivo,
deste vento
prenhe dos
que sonham
alto,
avante,
vivo,
escrevo toda esta altura
dos sonhos que voam,
e o chão tão firme,
que os sustenta.
22/08/2022 Gustavo Bastos
Todos os ares cantam esta fábula,
a vinha que sorri e faz a dália,
corre a noite neste rio da bruma cálida,
em um verdor de brilho que não falha.
Toda a floresta em festa,
que o mar assim faz querer,
e nenhum louco contesta,
este poema e seu poder.
Assim é, digo à nuvem o vento,
e perto do fogo o frio desaparece,
e meu estro que no mar sustento,
tem neste vigor a sua prece.
Os ares desta fábula existem,
disse o asno da floresta,
e teu palco é vertigem,
faz o poeta em alegria manifesta.
Assim vai e volta toda poesia,
faz frio na noite da bacanal,
e faz calor neste peito que vicia,
do mar que vem da aurora matinal.
18/08/2022 Gustavo Bastos
Os guizos balançam no circo,
um infante chamado zezezinho
fez um espetáculo grotesco,
soltou o gorila no picadeiro,
a fada de nome Tila
que não tinha vara de condão,
bateu no menino com
uma enxada,
zezezinho, o infante
que fazia graça,
filho de um madraço
alcoólatra que morreria
de infarto na semana
seguinte, sua mãe,
farofeira, girava
sua girândola
que nem uma
alucinada,
oh poeta,
serve aos guizos
do bobo que corre,
os palhaços da corte
que nem idiotas
sem salvação,
o norte deste poema
sem eira e nem beira,
leram a sorte
numa borra
de café mijado,
cheio de haxixe
e haustos
frementes
de demência,
este infante
crescerá
madraço,
disse a fada,
e o poeta
haurindo
seu cachimbo
fez que sorriu,
falou uma asneira
qualquer,
e o circo fechou
sua tenda,
os nômades
seguiriam
viagem,
a fada Tila
bateu neste
demente,
dizia o dono
do picadeiro,
e um leão foi solto
e devorou
pedaços de carne,
disse Tila,
neste tilintar de
metais de prata,
uma grande cova
foi onde se jogaram
os restos de nada
destas girândolas
e os cinzéis
de uma escultura
espatifada.
18/08/2022 Gustavo Bastos
Gerânio no bosque e a porra
que escorre da boca do lixo,
um certo cafetão que gritava
e escrevia em letras garrafais
que entrava o bêbado
e o esfolador,
a serpente serelepe
fumava como
uma broca
que abria
a vala,
flores do campo
e o cáften
com loucas
no pátio
e o barulho
dos gemidos
na porta,
ventilava
um ar viciado,
cheiro de mofo,
a vertigem
cortando o peito
como uma adaga,
o poeta acendeu
seu cigarro,
na escarradeira
um pedaço de
bolota de sangue,
era a enfisema
tomando os
pulmões,
de outro lado
estava um vate,
já nas últimas,
louco de vodka,
como um delirante
que sofria de gota,
o cafetão sorria,
na placa de entrada
do bar estava escrito
a frase lapidar
que guiava
o caos :
foda-se.
18/08/2022 Gustavo Bastos