Minha astúcia tem retidão
e um riso aberto,
plenitude é arte
de conseguir a meta,
o poema se acerta,
vem, veloz,
como uma flecha.
Este blog está destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
A destra ordena a fatura,
teu galardão não hesita,
o fundo musical se expande.
A rosa brota do caule, um rio
desce em seu volume e fluxo,
toda a tropa acorda na aurora,
o dia está ensolarado,
quem plantou está colhendo,
a lei é clara, a vida nos dá
o que buscamos.
Jamais vi tamanha torpeza,
o grande infortúnio
da farsa é ser o que é,
cada golpe, cada martelada
nesta estrutura,
é um prazer imenso,
impiedoso.
O poema sai de seu claustro,
após a peste, após a farsa,
e se expande como
uma bomba.
Verso cada dia mais,
fora da penumbra
dos que vivem
incógnitos,
com o peito
aberto
e mergulhando
fundo.
O veneno se inocula sutil,
sim, passa e penetra a pele,
nasce a agonia, provar este
veneno é o antídoto
perfeito,
nas mentes
intoxicadas, que nunca
vislumbraram as consequências
das ações impensadas,
da vida que busca
na fuga um refúgio,
veem o domínio
da própria vida
escapando pelas mãos,
sonho vão, delírio
infantil, o veneno
é o contragolpe,
antídoto que mata
a mentira.
Provar do próprio
veneno
é o destino
da tolice.
Virada de ar, cortejo da fábula,
a fada verde brilha no silêncio
da madrugada, o fumo
se espalha pelo ar
do pub, uma bancada
úmida estala no vidro
das canecas e garrafas,
vamos brindar a boêmia,
com o doce na boca
e a nuvem nos olhos,
com os ouvidos
na música
e a pele desperta,
de cada célula acesa,
de cada verso debrum,
um arrebol e uma aurora,
um poeta e um louco,
presto atenção
nesta barbárie
da noite :
sou este que
canta.
O solstício de verão abre o farol
e a visão se estende pela praia,
o navio passa pelo horizonte
e eu vejo nas gradações
do mar a imensidade azul.
A plenitude coroa este esforço
de fazer versos e planar
no voo como um astuto,
deste verso principal,
eu posso dizê-lo :
o canto é alegre
porque não é
triste.
18/05/2022 Gustavo Bastos
Contando lorota, o néscio aturdido
com o despejo. Nildo,
o idiota, faz cara de paisagem,
a crise afunda e a desordem
toma cada canto.
Maria, do pai que tinha
uma leiteria,
não é mais
a mesma,
seu filho sofre
de bexiga,
seu marido
tá com
gota.
Nildo, o idiota,
pergunta
a seus amigos
néscios :
quantos pascácios
são necessários
para afundar
um país?
A patacoada toda
se deu assim mesmo,
sem pé e nem cabeça.
18/05/2022 Gustavo Bastos