Os segredos dos mistérios dos recônditos,
estes poemas estéticos,
estas tragédias caóticas, comédias
hilárias, nos súbitos espasmos
dos ermos em que os ecos
rebatem seus haustos das brumas,
com os lírios estultos das lascívias
que riem de suor e gozo.
Pois todo o mar prorrompe na
enseada, e o rio na cachoeira.
Brota dos vinhos e da areia o
meu torpor, e meu fumo todo
me faz sonhar e pisar na grama,
com os olhos voltados à contemplar,
na seara, deste vil cantar de poesia,
pois o meu jardim plenitude esboroa.
Gratidão das mais astutas armadas,
dos abismos que sois,
breve este verter de verve no verão,
como sendo esta senda dos sóis.
Lá, ou me mato, ou estou vivo na vereda
dos campos que vão ao vasto,
pelo rito reto da estrada, ao nada
dos sonhados livros de linha torta reta
riscada de giz, no centro do mundo,
seu terremoto, meu maremoto,
meu vulcão, meu deserto, tua jornada,
meu castelo, o amor vida e a lua
que cantava estrela na noite das bacantes
das vestais e que noite de fogo!
08/09/2026 Estrela Estrela
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