sábado, 1 de outubro de 2011
OS BOÊMIOS (PARTE I)
Que hei de ver agora em constelação?
Os bêbados que caíram sóbrios,
Os vãos desvarios dos ópios.
Querem dar olhos às mortes de verão?
Pois eu dou veneno e sinto então.
Do ar que bafejava noutra cascata,
De bares corre vento e alegria.
Não vejo minha flor, tudo resvala.
Para o bar! Vos digo onde passar ...
Pois há rua no meu caminhar.
E a mesa me afoga, tempo cru da crueldade.
Amamos a esbórnia,
Tuas vidas, ó mocidade!
Que vai e possui a cidade!
Tudo que há de se beber ali,
Bar que a madrugada toma,
Sempre mistério que ouvi,
Por nada que me é doma.
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Coração Maldito,
Poesia
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