As vidas estalam no vento, com os vícios
da atmosfera, a tosse, o vinho, a ira.
Pois a poesia rebate cáustica, e vem de
prisma, de fio desencapado, com as gritas,
devaneios, e astúcias na luta lida cantoria.
Tem do vate o bardo no peito, do canto
à lua, ao sol e ao mar, dos versos sonoros
que o castelo vibra, e o vítreo púlpito
ressoa, tem este fogo e esta marca furiosa,
e o ritmo que encara toda senda brutal.
Eu escrevo os inícios do jovem poeta,
seu sangue simbólico, sua arte velhaca,
e o mármore antigo de leituras estupefatas,
e que somem nas espumas dos dias.
A livre borrasca, tempestade plangente,
dos ódios amores dores e os desvarios,
as porradas na porta e na janela um bebum.
Temos esta noite de boêmia, na astuta noite
dos poetas da festa nos langores e as danças
de vindimas nos dosséis das musas.
07/05/2026 Estrela Estrela
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