Ventos elísios, no canto do sol, a vida presente.
Veio o poema escarlate, na indômita selva
dos ares, da liberdade plena, com os vinhos
e a sede mortífera do deserto, com os pavios
curtos das explosões de uma bomba telúrica.
Treme a base dos exangues, os dizeres entre
as moitas, na ninhada de cobra de altares
que foram destruídos pelo tempo,
as arcas vazias, os tesouros não
estão lá, os navios estão tombados,
a carranca espanta uma alma triste
do umbral, e as penas capitais
soçobram, na anarquia de rum,
na vodka penhorada dos cossacos.
Vertente dos cantos de vitória,
os poemas desta estética nova,
com os vincos e frisos retos,
são como colunatas, e que
não envergam ao desastre
e ao infortúnio, e nem
mesmo sob o jugo
da morte estará
os cantos imortais
do poeta vivo.
Gustavo Bastos - Vibe - 19/03/2025
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