Apraz o leve canto, pássaro de prata do azul silente.
Querer o mar é o vão do horizonte nos olhos,
as lutas de areia, no piso dos ares, em que todas
as oceânides nadam e Ulisses delira.
Cronos radica o tempo em uma batida de frêmito,
o tempo de areia que cai no tique-taque da ampulheta,
em todo o deserto beduíno em que o berbere vê-ouve
um éden, pois era Lúcifer na mata, com a boca aberta,
e o prazer mordido da morte, a queda dos lírios,
na escrita trôpega, e o beijo macio da ilusão.
25/08/2026 SUBLIME
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