O estorvo fugitivo, o clã das estultícias,
em que estes poetaços sorvem o veneno
dos magos nigromantes, sob o vulto dos
déspotas, na macabra visão enfeitiçada.
Os doridos campos, nas terras devolutas,
sem os víveres, salgada pela tropa veloz.
Dois mortos apareceram na vista escura,
um horizonte de névoa, o enxofre nas narinas,
todos estes mistérios das fábulas dos cegos abúlicos.
Diante do patíbulo, com a casca da pele purulenta,
os dínamos, os corotes, buliçoso bebedor de orgia.
Cai o thelema dos vinhos e dos agouros, todos os
páramos dos ritos em que el rei matava seus bobos.
Lanhando as carnes, os brios de sumo das vértebras,
ossos colares e a soteriologia em vão, pois o grito,
demudado, uma cantilena niilista gerava a tosca
chama, que bruxuleava na bruma dos ócios.
Vinham estes idiotas parvos com bramidos pascácios,
com tremores hipnagógicos, na dança frenesi
de São Vito, nas raves das abóbadas das veredas,
em que se dizia poema com fogo de cometa.
A festa era alta, o luar branco, e a noite fria.
25/08/2026 Monster
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