Perfeito dia dos lidos livros, dos dons das viagens.
Este vil estertor dos cleptocratas, este quinhão doído
em que o chicote canta a litania a ladainha o lamento,
vem o veio e este choro de rachar o cântico.
Eis a força, esta rocha e o vulcão, pois
leia e viaje, tenha isto depois de tomar porrada,
de suicidar-se do penhasco, tenha o que olhar,
seu sol que nasce, seu doce sonho de luz.
Ah, quem estaria ali, no deserto, sem flores?
Um delirante na chuva? Um ermo na noite profunda?
Mais que mármore estava lá o parnaso,
e de outro lado, o bebum e o cigarro de rasgo,
sua tosse e seu espirro, o poeta da overdose.
Ali no castelo, o dândi, riso
de canto de boca, poetaço,
uma rima rica, um estro pobre,
uma vida idílica, e sua afetação
de esteta da plêiade.
Como se faz agora, besta-fera?
A verve é cáustica, e os ditos
caem à sorrelfa, vem deste modo
bruto, na bruta carne, escaldando
o fervente guizo, batendo na cara
da insciência, com o coro dos apitos.
09/07/2026 Monster
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