A tensão do brocado, nesta urdidura,
tece toda a semântica e seu discurso.
Na terrena fábula, ao terminal conto,
na flanada poética, ao absurdo teatral,
e a escrita mecânica, abstrusa,
da burocracia, da morte venal.
A que está mais adiante,
é a língua cavalar, violenta,
dos acessos da raiva,
diante do notário,
diante do contador,
no pau d´água que bebeu
a rodo, falando asneira,
arrotando bulhufas.
Ao que entendi a poesia
de Augusto dos Anjos.
Um cigarro, meu caro,
e tua sífilis, tua enfisema,
tua carne pútrida,
uma pleura inchada,
um verdor de anemia,
em toda a tua cara basbaque
e tua fantasia anelada
e falhada.
31-03-2025 - Monster
Gustavo Bastos
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