A loira vai ao mar, volta na areia
e dá uma tacada de bola na fogueira.
A catedral está cheia de rosas,
dos girassóis da nova manhã.
Os versos estão ao mar e ao rio,
na lagoa e nos riachos,
que só arrisca ao amor
o que ele dá e recebe,
os olhos e a boca,
o sexo e o peito,
as sensações e as ideias.
Sim, tem muito disso
nos risos da alvorada,
nos loas da vivência,
em que os luares
e sóis cantam loucos
o espanto da vida,
os gemidos e os suores,
as cartas e as searas.
Como na catedral tem altar,
se reza o ato de promessas
e da fé, das almas corpos
e dos votos abertos
em que o coração manda
e não hesita, faz e vive.
23/03/2026 Sublime
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