Do século do terror, guilhotinas de Brumário,
mortes de Termidor, Robespierre, Danton,
a escumalha violenta de Marat, um Sade
enlouquecido a fazer mofa do Ancien Régime,
com os rococós fedorentos das perucas de Watteau,
de uns brioches mofados de Antonieta,
a fazer de Waterloo a farsa da Restauração
dos Órleans, de uma baguete Bourbon,
na bombonière, na boulangerie,
com os ditos de Jean Valjean,
os pedaços de Justine, numa noite
de vileza em Sodoma e a morte
do louco imperador da Ilha
de Santa Helena, numa casa
infestada de ratos e aranhas,
espumando pela boca o
arsênico verde-esmeralda
com o brasão de Flor
da dama suicida, poetisa má,
que escreveu seu epitáfio
fumando um haxixe nas
montanhas dos Pirineus.
24/01/2026 Monster
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