A cápsula explode no seu aroma doce e amargo de amêndoa,
escorre o azul nos tijolos e os corpos estão só ossos.
O vinco da goma, o cheiro inerte de pneumonia,
nas catacumbas dos suicidas, nos mártires que
ecoavam seus fantasmas nos pântanos e nos vales.
Os poemas que ali cessaram, o julgamento capital
sobre as cabeças das bestas-feras chapadas
de anfetamínicos e de codeína injetável.
Os ritos romanos dos asseclas da morte,
que na árdua ária trinava o caos.
Eis os escritos das chusmas das cinzas,
o pigmento venenoso que mata a presa,
arde na boca dos assassinos, rompendo
o véu das astúcias e dos ardis,
queimando na noite das facadas.
24/01/2026 Monster
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