PEDRA FILOSOFAL

"Em vez de pensar que cada dia que passa é menos um dia na sua vida, pense que foi mais um dia vivido." (Gustavo Bastos)

domingo, 6 de junho de 2010

OFERENDA

A tormenta vaza aos sentidos,

Dou uns trocados para os bárbaros,

Segredo enfadonho de todo verso,

Crítico estourado, indigente das fábricas.

Paraíso deste mundo vagabundo,

Potrancas se organizam e se balançam.

Noite de dançarinos vorazes,

Milagre das oferendas,

O que os deuses comem,

Esses manjares de ócio.

Há muito tempo está escrito,

Na praia de todas as almas,

Velas de umas rezas levantadas.

O que sobra aos batuqueiros,

Danças dessas moças.

Em torno dos altares que fulguram.

Belas vestimentas, alvas de tão puras.

O que é certo avulta no desfecho da obra.

Ao que é de morte gritou a vida.

Pelo que a esperança professa,

Tenham no coração o espírito da verdade.

Que o poema não seja apenas um jogo,

Pois a vida é que se revela.

O canto das perdições, das dores ocultas.

A divindade que me pegou era um orixá.

Tenham lenha para a fogueira,

As danças marcam os trabalhos,

Vamos fazer uma oferenda,

Para a vida da floresta.

Que batam os tambores!

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