Estende-se a bandeira, tal símbolo na carne e no sangue das gentes,
o peito hirto, o olhar no rito, a nacional chama, o porco chauvinista,
de uma maçada, patacoada, se fez a festa, como uma esbórnia,
e o lagar, toda a cachaça, e os brilhos nas avalanches, nas cátedras,
os azougues que levam chibatas, com os spin doctors batendo lata,
uma malta de assessores, o dinheiro adorado com anelo basbaque.
Pois, mortífero, pestilento pesadelo, e este poema anticlímax,
de ação direta, contra o rolo compressor, um anarco reggae
punk brota de uma luta metálica, virada em guitarra,
e este sêmen, toda a patota batuta, aos borbotões,
como bororos, bacantes, borrando o pátio de cadáveres,
do fascismo, a cadela no cio, o fastio, o festim,
o fastígio da carne queimada, do óleo diesel
na boca do subversivo, como nos folhetos
e nos lambe-lambes, nos poemas concretos
da esquina, na rua dez ou na rua zero,
a terra do nunca dos que morrem na praia.
28/05/2026 Monster
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