PEDRA FILOSOFAL

"Em vez de pensar que cada dia que passa é menos um dia na sua vida, pense que foi mais um dia vivido." (Gustavo Bastos)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

POEMA LISÉRGICO

Nota dos registros desta esfera, orbe, continente,

a barca sonha e viaja, semeia os caminhos,

e estes que estão no aluvião, na ressaca,

com a infernal batida de pedras, a febre

mais cáustica, tomando o veneno dos ares,

não, estes não verão o advento, a aurora.


Tem este poema aqui sua volição,

entrementes, os ases, os tenazes,

sacrificam seus corpos, no giro da roda,

ganhando o seu poder de brio, 

e a força que não faz barganha,

que não alucina e que não

entrega a sua honra.


Foi vivendo deste canto fatal

que eu vi a sabedoria extática

da dança, como o dervixe

ao estar nos paraísos artificiais

de maya, sob a guerra de shambala.


Pois, dos uivos lancinantes da dor,

dos sofrimentos dos fantasmas do frio,

esteve em Lhasa o monge rinpoche,

sorvendo o incenso de mirra e os ventos

em profunda meditação glacial,

como um rio absurdo do vazio,

ali, na quietude liquefeita. 


Eu vi a sua poesia ditada

nos meus delírios, e os vinhos

que corriam como espanto

destas estrelas de firmamento,

nestes adornos do estro,

a reta final para a sua apoteose,

o jardim psicodélico e as virtudes

de sunshine e sua lisérgica trupe.


09/02/2026 Sublime

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