Nota dos registros desta esfera, orbe, continente,
a barca sonha e viaja, semeia os caminhos,
e estes que estão no aluvião, na ressaca,
com a infernal batida de pedras, a febre
mais cáustica, tomando o veneno dos ares,
não, estes não verão o advento, a aurora.
Tem este poema aqui sua volição,
entrementes, os ases, os tenazes,
sacrificam seus corpos, no giro da roda,
ganhando o seu poder de brio,
e a força que não faz barganha,
que não alucina e que não
entrega a sua honra.
Foi vivendo deste canto fatal
que eu vi a sabedoria extática
da dança, como o dervixe
ao estar nos paraísos artificiais
de maya, sob a guerra de shambala.
Pois, dos uivos lancinantes da dor,
dos sofrimentos dos fantasmas do frio,
esteve em Lhasa o monge rinpoche,
sorvendo o incenso de mirra e os ventos
em profunda meditação glacial,
como um rio absurdo do vazio,
ali, na quietude liquefeita.
Eu vi a sua poesia ditada
nos meus delírios, e os vinhos
que corriam como espanto
destas estrelas de firmamento,
nestes adornos do estro,
a reta final para a sua apoteose,
o jardim psicodélico e as virtudes
de sunshine e sua lisérgica trupe.
09/02/2026 Sublime
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