quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ENTARDECER DO VINHO



Um sabor na língua, que enobrece
o termo vinho,
é a saudade eterna
do ébrio,

as estrelas me convidam ao salto
do amor como um fisgo de anzol,
sempiterno e cerúleo,
como numa amálgama.

Sofre teu corsário e ladrão,
alma benta com um dia de trovão,

ergue a alegria os passos fecundos,
leva um ardor bem prolífico,
como asas de fogo,
no delta blues,

um sabor na carne rouca,
uma tarde abismando aurora,
e o vinho que nunca cessa.

14/12/2017 Gustavo Bastos, filósofo e escritor.

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