sábado, 10 de novembro de 2018

MARÍTIMO

As lonjuras do horizonte
soam como alarmes
da canção,

eis que o poeta refulge
qual grande brado,
e seus poemas lutam
com versos doces
e de aço forte,

pois, de um lado ao outro,
o brocado se faz
de silente campo
e canto mordaz,

pois, nas lonjuras do horizonte,
o poeta se quer em grande júbilo
como um mar que se joga
com todos os navios
entre as rochas
e os ventos,

o poeta se liquefaz
e vira mar,
o poema se dilui
e canta o mar.

10/11/2018 Gustavo Bastos

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