domingo, 15 de outubro de 2017

MADRUGADA FUMARENTA

Madrugadas lancinantes tenho passado,
com esgares de ausculta no dorso
e ceifeiros fiéis na minha espada,

logo estarei nas casas das fogueiras vivas,
nos altares sumários da execução.

Frio, faz frio quando durmo,
sonho que estou numa nevasca
sob o rio inclemente
que gela minhas tripas,

sou eu e meu cavalo,
um manga larga
que marcha
impassível,

estou na seara dos ódios mortais,
com notas de absinto
na flora avivada
do estro
que
fuma.

15/10/2017 Gustavo Bastos

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