sábado, 27 de dezembro de 2014

AO CAMINHO POR ONDE VAI

Lá longe, ao fim de alvíssaras
o canto mormente fecunda risos,
frêmito edulcorado de meu livro,
às quedas maiores
do futuro giz.

Bento, que à carne estoura,
abençoado lento firme
vara a noite poemando,
queimando os girassóis.

As cartas, um valete,
à dama seca ao rei.
Tulipas bebidas,
giros pelo mundo,
um mapa astral.
(chinês).

Lá perto, aqui tudo longe,
ao longo do estuário
a bússola
marca
norte e sul,

aonde ir, pergunta o bêbado,
eu não sei ao certo
o regresso,
responderá o poeta
inquieto.

26/12/2014 Ácido
(Gustavo Bastos)

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