domingo, 27 de abril de 2014

PLENITUDE DO CANTO

Belo canto da águia americana
febricita meus cristais na dor
da fronteira ao nada

eu leio a tua sorte
na taça de vinho
não tenho presságios
de morte
e nem leituras devassas
das pernas que passam
não vou ao certo do que sou
uma vez que o inaudito
é o tempo em seu salto

Belo canto atávico
ouropel de fantasia
barquinho ao mar
puro vento
ao relento

eu sou o mesmo poeta
que se virou
em verso
com
um plenilúnio
em meus lençóis

27/04/2014 Êxtase
(Gustavo Bastos)

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