domingo, 24 de fevereiro de 2013

MAR DA FILOSOFIA

Adubo da terra plantada,
vem do asco a flor da manhã,
qual lugar ermo da filosofia.

A carne excreta o limo,
o sol esquenta o tambor,
o ritual lembra a flor.

Deste ócio o temporal,
verso esquivo de correção penumbral,
marca ardida da pele queimada,
voz modulada com esterco e cal.

Terra movediça, flor enfermiça.
Vaga pelo ninho do mar astuto,
onda, espiral, karma.

Mente viajora és tu pletora de câncer,
terra vem do mar e ao mar desterra,
sobra a praia na visão narcotizada,
mesma areia do poema em luto.

24/02/2013 Êxtase
(Gustavo Bastos)

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