domingo, 23 de outubro de 2011

NA NEGRA NOITE, UM SONHO QUE VEM


   Em mim um sonho se avizinha,
   E bate à porta.
   Por lares em que tudo alinha,
   Dou o meu verso agora.
   É noite que vive lá fora!

   Andei entre as gaivotas,
   Que mexem meus livros usados,
   E me dão às livres revoltas,
   Serena luta de reinados.

   É o vão da noite que assusta!
   Toda fé e toda luta
   Correm pelos vinhos,
   Tudo gigante, em vasos e ninhos.

   É a dor que cai onde fugimos,
   Da dor que é dor sem céu,
   Da dor que vem e que é sem véu,
   Da negra noite que surgimos.

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